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domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Toiro Bravo – Um Guardião Ecológico



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Situada no coração da ilha Terceira, a Caldeira Guilherme Moniz é a maior cratera de um vulcão extinto dos Açores. Com 1216,20 ha, esta área caracteriza-se pela presença de espécies e de habitats naturais protegidos, nomeadamente matos macaronésicos e turfeiras, que asseguram a recarga dos principais aquíferos do complexo vulcânico de Guilherme Moniz. Neste complexo vulcânico que se transformou num biótipo onde a diversidade abunda, o toiro bravo é rei e acaba por contribuir de forma significativa para a conservação deste ecossistema tipicamente açoriano. Assim sendo, o toiro bravo pode ser definido como um verdadeiro guardião ecológico.

 

 

Baseado em:

Área Protegida de Gestão de Recursos da Caldeira de Guilherme Moniz Disponível em: http://parquesnaturais.azores.gov.pt/pt/terceira/o-que-visitar/areas-protegidas/gestao-de-recursos/caldeira-de-guilherme-moniz. Consulta efectuada em 21 de Fevereiro de 2014.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O Incrível Animal



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O toiro bravo é imponência, bravura, nobreza, é beleza. No entanto o seu comportamento sereno quando está no campo transcende a sua dimensão de fera e a sua nobreza sobressai. Ganadeiros, pastores, colaboradores de ganadarias, aficionados, etc. Todos aqueles que podem assistir ao fenómeno que é o toiro bravo podem considerar-se privilegiados. Nesta fotografia fica o registo, com o intuito de mostrar às gentes que não convivem com o toiro bravo no campo, a grandiosidade deste incrível animal.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

No Pico Funil

 
 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
No interior da ilha Terceira, ali para os lados do Pico Funil, pastam os toiros da ganadaria João Quinteiro. Toiros vistosos e sérios que não ficam indiferentes no meio da bela paisagem do interior da ilha Terceira em dias de céu limpo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Imponente




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O toiro bravo não é o único imponente. As vacas bravas também podem resultar em animais e imponentes e de elevada seriedade. Com pêlo fino e lustroso, de hastes bem desenvolvidas, com peito forte e de formas harmoniosas, esta vaca brava da ganadaria João Gaspar (filho) é o exemplo de que uma vaca brava pode impor o mesmo respeito que um toiro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Veleta





Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Com hastes voltadas para cima de forma acentuada diz-se que uma rês brava é corniveleta ou veleta. Esta é uma forma de classificar as formas das córneas quanto à trajectória da pala da córnea (Cid, 2001).

 

Bibliografia:

Cid, P. S. (2001). O Exterior dos Bovinos das Raças Autóctones. Edições Garrido.
 
 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pico do Alpaná




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

No centro da ilha Terceira, pequenos montes compõe a paisagem de origem vulcânica. Nas proximidades do Algar do Carvão, o Pico do Alpaná alberga animais das ganadarias João Gaspar e Casa Agrícola José Albino Fernandes e no topo detém uma pequena ermida.

 

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quadras Ganadeiras da Ilha Terceira: Francisco Sousa




 

Texto: André Monteiro

Fotografia: Pedro Correia

 

Digo a pessoa amiga

Mostrando ter muitos valores

Que o Francisco Sousa é a mais antiga

Ganadaria dos Açores

 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Céus Raiados Sons do Vento


 

Texto e fotografia: Pedro Correia


No meio do verde do interior da ilha Terceira, um dia de bom tempo mostrou os contrastes com o azul do céu. No meio da bonança que pairava no Mato, as nuvens em forma de riscos brancos no céu por cima das terras do Pico Funil, local onde pasta a ganadaria João Quinteiro, anunciavam dias ventosos sobre a ilha de Jesus Cristo.

 

 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Descanso do Semental





Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Na manhã fria do Inverno, um semental da Casa Agrícola José Albino Fernandes recebe o calor vindo do sol que ilumina o dia. O airoso toiro de ferro Falé Filipe (encaste Domecq), que em 2009 foi lidado por Pedrito de Portugal na Praça de Toiros da Ilha Terceira, demonstrou qualidades acrescidas, descansando agora nas terras húmidas da ilha de Jesus Cristo, tendo apenas a função de cobrir lotes de vacas, na tentativa de transmitir as suas qualidades de reprodutor às gerações vindouras.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Porque é que o toiro bravo reúne uma grande diversidade de pelagens?




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

A pelagem á o conjunto de pêlos que reveste o corpo dos mamíferos e que protege a pele da acção directa dos agentes externos. A pelagem pode apresentar uma uniformidade por todo o corpo do animal ou mostrar irregularidades a que se dão o nome de acidentes (Cid, 2001).

 

 

A coloração geral ou tipo de pelagem pode ser influenciada pela época do ano, estado de saúde do animal, idade, alimentação, clima e pelo sexo (em alguns casos, os machos podem apresentar pelagens mais vistosas que as fêmeas) (Cid, 2001).

 

 

Segundo Cid (2001), na espécie bovina, a pelagem é quase sempre, um carácter determinante da raça. Neste tema, a raça brava de lide reúne a particularidade apresentar grande diversidade de cores. Não obstante, certos tipos de pelagem estão relacionados com as características de alguns encastes da raça Brava de Lide. São exemplos a pelagem salgada, ou cárdena na terminologia espanhola, nos encastes de Saltillo, Santa Coloma, ou Pablo Romero, as pelagens negra e flava (colorada) na grande maioria dos encastes derivados da Casta Vistahermosa, os malhados (berrendos) no encaste de Veja Villar, ou como nos encastes de Veragua, Miura ou Concha y Sierra, a caracterizados por uma grande diversidade de pelagens (Montesinos, 2002).

 

 

Para explicar a diversidade de cores da raça brava podem ser colocadas duas possíveis influências:

1-    Origem em diferentes populações de gado distintas, denominadas na tauromaquia por Castas Fundadoras (Castas Fundacionales), dispersas por todo o território ibérico;

2-    Selecção baseada em caracteres comportamentais e aspectos morfológicos relacionados com o melhoramento do desempenho físico (caracteres morfo-funcionais) para a lide, sendo que a pelagem não influencia as capacidades físicas de um animal (Cortés et al., 2008).

 

 

 

Bibliografia:

 

Cid, P. S. (2001). O Exterior dos Bovinos das Raças Autóctones. Edições Garrido.
 

Cortés O, Tupac-Yupanqui I, Dunner S, García-Atance MA, García D, Fernández J and Cañón J (2008). Ancestral matrilineages and mitochondrial DNA diversity of the Lidia cattle breed. Anim Genet 39 : 649-954

 

Montesinos, A. (2002). Prototipos Raciales del Toro de Lidia. Ed. Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación, Madrid.45-90 pp

sábado, 25 de janeiro de 2014

7 Anos 7 – Toiros & Açores 7º Aniversário




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O dia 25 de Janeiro marca um ciclo anual do blog Toiros & Açores. Este jovem blog de tauromaquia conta já com o seu sétimo aniversário. Na esperança de continuar o trabalho desenvolvido até ao momento, aguardamos mais um ano de publicações para dar continuidade a este pequeno espaço taurino da Internet.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Berços de Bravura




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

No centro da rusticidade do campo bravo da ilha Terceira, uma vaca brava deu à luz esta bonita bezerra, num berço de bravura, escondido entre o silvado. Em visita ao “Mato” na companhia do ganadeiro, calhou na rifa, a sorte de fotografar esta recém-nascida. Ainda na inconsciência das primeiras horas de vida, a bezerra olhou a máquina fotográfica como um bebé que acaba de nascer.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

No Topo do Pico da Bagacina



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O Pico da Bagacina é um dos conhecidos montes ou picos do Mato da ilha Terceira por ser uma zona que alberga gado bravo durante todo o ano, nomeadamente o de Francisco Sousa e o da Casa Agrícola José Albino Fernandes. No topo do Pico da Bagacina, como já é apanágio, vêem-se aqueles pontos pretos, que até com a grande distancia não se desconcentram da presença de fotógrafos.

 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Manhãs Frias



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Nestes dias frios que tem assombrado os Açores com precipitação de neve ou “neve”, o passado domingo foi dia de esquecer as baixas temperaturas e ir até ao Mato. Na presença do simpático Jorge Fernandes, outro entusiasta pela fotografia, caminhamos de Angra do Heroísmo pelas 7h30 da manhã rumo ao ponto mais alto da ilha Terceira na tentativa de ver e fotografar a dita neve ou "neve" sobre o frio nascer do sol. Após tentativa falhada no topo da Serra de Santa Bárbara com o frio a cortar a pele, descemos uns bons metros e paramos nas redondezas das pastagens da ganadaria Eliseu Gomes. Os toiros de ferro EG estavam agrupados no meio da pastagem, para receberem o sol directo da matina para aquecer  de um frio e de uma humidade que não são nada fáceis de suportar.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Bravuras Basálticas


 

 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

No campo bravo açoriano, as belezas e especificidades são mais que muitas. Na paisagem típica das ilhas vulcânicas, como é o caso dos Açores, as pedras basálticas que outrora foram bombas de vulcões, são hoje a cerca do gado bravo que vigia atentamente aos intrusos que circundam as paredes das pastagens.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Altivo



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Descendo a pastagem a trote, o toiro altivo e imponente presta atenção aos intrusos na pastagem. A sua desconfiança natural do toiro devido ao seu temperamento nervoso transforma o seu aspecto ainda mais imponente. No final são os tratadores que trazem as silagens para confortar os “quatro estômagos” deste grandioso e possante animal.

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Gueixa de Chocalho



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Nas pastagens do gado bravo, outros animais são criados não para demonstrar a bravura, mas sim para conduzir o gado bravo. São as vacas de chocalho que também são animais imprescindíveis numa ganadaria brava. Em algumas ganadarias, tal como a de Francisco Sousa, as vacas de chocalho permanecem na mesma cerca que os toiros destinados às touradas à corda, desde idades precoces (bezerras e novilhas/ gueixas), para que se possam adaptar ao trabalho da condução do gado bravo.

 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Ardente Pôr-do-sol




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Num pôr-do-sol de Inverno anunciando a noite fria do Mato da ilha Terceira, o gado bravo aproveita o calor para aquecer o corpo. Na pastagem do Félix, propriedade da ganadaria Casa Agrícola José Albino Fernandes, uma vaca brava sobressai num pôr-do-sol ardente não só pelas cores quentes do final do dia. O sentido natural do gado bravo evidenciado pela vaca brava atenta ao fotografo, revela a irreverência e a ardência do seu temperamento agressivo, o que também contribui para uma imagem cheia de sensações emotivas e ardentes.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bons Presságios de Inverno




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O final do Outono 2013 anunciou um início de Inverno solarengo. Depois da noite estrelada de 21 de Dezembro, o dia seguinte ganhava presságios de bom tempo. Assim sendo, Domingo dia 22 foi um dia dedicado à fotografia logo pela manhã. A caminho do Mato, na esperança de encontrar um toiro em posse genial, dei de caras com os bravos a aproveitarem o sol matinal para aquecerem o corpo da noite fria do interior da ilha Terceira. Ali para os lados do Patalugo o toiro 221 da ganadaria Eliseu Gomes desencasava no trono onde é rei. A presença do fotógrafo não foi incómodo, e o resultado final foi este.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O Dia Mais Curto do Ano



 
Texto e fotografia: Pedro Correia

 
Ontem foi dia 21 de Dezembro, o dia mais curto do ano, e que anuncia o solstício de Inverno e com ele o princípio da estação mais fria. Neste ano de 2013 o principio do Inverno na ilha Terceira foi brindado com uma tempestade de Verão. Um dia solarengo, sem chuva, um pouco mais seco tendo em conta os elevados níveis de humidade que abundam nos Açores.

  

O dia 21 de Dezembro de 2013 trouxe uma série de condições que anunciavam um final de dia estrondoso e um pôr-do-sol magnífico, tal como veio a acontecer. Assim sendo, no dia de ontem captei esta imagem de um toiro, que, ao que parece, tal como muita gente observou o magnifico pôr-do-sol e final do dia mais curto do ano que abriu mais um Inverno deste terceiro calhau a contar da principal estrela do sistema solar.