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sábado, 24 de maio de 2014

Entranhados



Legenda e fotografia: Pedro Correia


Durante a ferra a terra, óleo e o pelo do gado entranha-se na pele dos vaqueiros que agarram as reses à unha.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Olho de Vidro



Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Um cão pastor com sangue toureiro. Este fiel companheiro do maioral José Faveira da casa Rego Botelho. Na cabeça parece ter um olho de vidro, demonstrando as mazelas da vida, mas ao mesmo tempo demonstra a boa disposição dada pelo bom trato do seu proprietário.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Surgir do Ferro



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Na algazarra das tradicionais ferras onde dezenas de ajudantes se juntam num curral para sujeitar a rês, torna-se difícil a visualização da acção de ferrar. No meio de uma brecha da multidão eis que surge a marca da ganadaria, que neste caso representa a casa de bravo João “Quintieiro”, localizada na ilha Terceira.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Erala na Tenta




Legenda e fotografia: Pedro Correia

 

Altiva e arrogante, uma novilha entra à arena para mostrar a sua bravura durante a tenta.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os Românticos do Toiro Bravo




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Dias após dia olham e zelam pelo bem-estar dos seus nobres animais, vivendo a ilusão do toiro perfeito. As suas vacadas são os alicerces fundamentais da genética para que no final de um ciclo de três ou quatro anos, o sonho se possa tornar realidade. Ambiciosos e românticos por natureza, os ganadeiros são heróis nesta ilha Terceira, que é conhecida como a ilha mais taurina do mundo.

 

 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Tenta de Outros Tempos




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O tentadeiro, ou a tenta de animais é uma prática típica das ganadarias bravas baseada em regras bem delineadas. Contudo, há ganadarias que adoptam outras formas de avaliar as condições das reses bravas, desenvolvendo outras formas de experimentar os animais.

 

 

Purroy (1988) e Reta & Arrizabalaga (2011) apontam para uma forma antiga e muito peculiar de tentar as reses bravas através de um cesto de vindima. O cesto era deixado no centro de um curral e as reses eram classificadas consoante acometiam ao vulto. Reta & Arrizabalaga (2011) refere que este tipo de tenta era designado por tenta do Canasto ou Roscadero, exactamente pelo uso do cesto ou canastro. Segundo Purroy (1998), é muito provável que a forma de tenta actual na praça seja uma derivação da originária tenta com o cesto.

 

 

Bibliografia:

·         Purroy, A. U. (1988). La Cria del Toro Bravo – Arte y Progresso. Mundi-Prensa. Madrid. 180 pp.

·         Reta, M. A; Arrizabalaga, B. L. (2011). La Ganaderia Pasado y Presente en Navarra. Capitulo 7: Ganado de Casta Navarra. Gobierno de Navarra. 458 pp. Disponível em: http://www.navarra.es/home_es/Gobierno+de+Navarra/Organigrama/Los+departamentos/Desarrollo+Rural+Industria+Empleo+y+Medio+Ambiente/Publicaciones/Publicaciones+propias/Publicaciones+desarrollo+rural/Otras+publicaciones/LibroGanaderia.htm. Consulta efectuada a 1 de Fevereiro de 2014.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Símbolos da Ferra



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Uma mão carregada de óleo queimado e restos de lama. Mão grossa do trabalho árduo do campo. Este é um símbolo da ferra, em honra aos que dão o corpo ao manifesto para agarrar as jovens reses bravas que recebem o ferro da ganadaria. Falo das mesmas pessoas que dia após dias, faça bom ou mau tempo, saem de casa para o cuidado de dezenas e centenas de animais que pastam nas mais variadas ganadarias ou em outras explorações de produção animal.

 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Atenção, Uma Palavra Chave




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Atenção, é palavra a chave na hora de tratar o gado. Para além do perigo que há em lidar diariamente com o gado bravo, na hora de administrar a comida, os pastores tomam atenção ao estado dos animais e das cercas para garantir o zelo da ganadaria.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quais as diferenças da origem do gado bravo e do gado manso?




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

De forma simples, sintética e clara, encontramos no site da associação espanhola de ganadeiros, Ganaderos de Lidia Unidos (http://www.ganaderoslidia.com/webroot/origenes.htm), uma boa resposta sobre a diferença da origem entre o gado bravo e manso.

 

 

Na verdade, o gado bravo e o gado manso, descendem de um bovino primitivo conhecido por Uro. A essência da diferença entre os dois tipos de gado bovino está na selecção a que foram, e são sujeitos. No gado manso começaram se a seleccionar características para privilegiar a produção de bens alimentares para o consumo humano (carne e leite), e como tal esse tipo de selecção afectou e afecta todo o fenótipo dos animais: Por um lado a aparência morfológica dos animais - morfologia do bovino leiteiro e morfologia do bovino de carne, para aumentar o rendimento da produção e maneio, bem como um comportamento dócil para facilitar o maneio destes animais (Ganaderos de Lidia Unidos, 2005).

 

 

Por sua vez, o gado bravo teve e tem uma selecção no sentido inverso ao do manso. A título de exemplo, enquanto no gado manso, e em particular as raças de alta produção, a presença de córnea é desprestigiada, no gado bravo é um dos aspectos morfológicos fundamentais para dotar as reses bravas de presença e trapío (Domecq, 2009). No entanto, o comportamento agressivo é a característica que mais diferencia os dois tipos de gado, sendo que no gado bravo é fundamental para a finalidade que é criado, a lide.
 

 

Fontes Bibliográfica:

 

Domecq, J. P. (2009). Del Toreo a la Bravura. Alianza. Madrid. 23-140pp

Ganaderos de Lidia Unidos (2005). Los Origenes, Bravura, Trapío. http://www.ganaderoslidia.com/webroot/origenes.htm. Consulta efectuada a 20 de Janeiro e 2014.

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Horários do Comer




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Por norma o gado recebe a comida logo pela manhã. No entanto, muitas são as ganadarias bravas na ilha Terceira, cujos proprietários não se dedicam única e exclusivamente da criação do toiro bravo. Assim sendo, é no final da tarde que muitos ganadeiros conseguem ir ver os animais e deixar nas cercas os suplementos alimentares para satisfazer a necessidade do gado.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Calçado

 
 
 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Cães do campo bravo, os valorosos animais que conduzem o gado bravo. O “Calcado”, o fiel cão do maioral da ganadaria Rego Botelho, José Faveira, é um dos cães mais emblemáticos da actualidade. Os seus olhos de cor clara e diversa não escondem a sua ascendência cruzada de Pastor Australiano. Aqui fica mais um registo destes nobres animais, que por vezes tornam-se imprescindíveis no trabalho diário com o gado bravo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Silagem aos Molhos





Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Na chegada ao campo para tratar dos toiros, ganadeiros e pastores descarregam a silagem, fenos, palhas, ou rações. Baias ou gamelas servem de poiso ao comer do gado, mas na ausência de algum destes tipos de comedouros o alimento é descarregado no chão. Embora que por vezes seja essa a única alternativa, ela deve ser evitada, já que traduz-se muitas vezes em desperdício de alimento e consequentemente de dinheiro, aumenta ainda o foco de infecção por parte de parasitas e, ou outros agentes patogénicos, para além de que os restos de silagem que ficam na pastagem podem prejudicar a composição florística da mesma.

 

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cães: Os Fieis Companheiros




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O mundo da tauromaquia caracteriza-se por uma relação entre o Homem e os animais muito bem vincada. Contudo, não é apenas o toiro pela sua imponência e nobreza, ou o cavalo com a sua beleza e funcionalidade extravagantes que impressionam ou devem merecer o respeito dos amantes das culturas tauromáquicas. O cão, animal muitas vezes esquecido, também é um dos animais mais importantes no mundo taurino e da agricultura. A sua importância funcional nas tarefas da criação do toiro bravo, e acima de tudo a sua lealdade perante o Homem, nunca devem ser esquecidas por todos nós, além de que devem ser valorizadas em grande medida.

 

 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Conduzindo nas Pastagens




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Diariamente as carrinhas de ganadeiros e pastores acedem aos terrenos alagados das ganadarias. Carregadas de silagens e rações para o trato do gado as carrinhas são o suporte móvel do alimento para fazer chegar o comer até ao gado. Contudo, a forte precipitação que é costume ocorrer nos Açores promovem um encharcamento dos terrenos do interior das ilhas, que muitas vezes é problemático para carrinhas e por vezes para tractores, havendo o risco de ficarem presos nas terras húmidas.

 

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mistérios da Bravura: Alimentando o Futuro




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Dentro daquilo que é o mundo da agro-pecuária, as ganadarias bravas ganham especificidades, que mais do que únicas, fazem deste tipo de produção animal um mundo verdadeiramente mágico. Quando há a impossibilidade de uma vaca brava amamentar a cria, de morte da progenitora, ou simplesmente a rejeição do vitelo, ocorre a possibilidade do bezerro ser criado à mão.

 

É com os cuidados e dedicação de ganadeiros, pastores, campinos ou vaqueiros, que do seu esforço levam à criação destas belas imagens. Esta é uma realidade pouco comum e que não é indiferente aos olhos de cada um. São nestes momentos que se vê que o mistério a bravura associado à nobreza do gado bravo surpreende tudo e todos. Assim foi numa manhã de domingo em visita à ganadaria terceirense de Francisco Sousa, onde o ganadeiro Paulo Dias amamentou a biberon este bezerro das vacas da terra.

 

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Retrospectivas: “Sons do Campo Bravo”




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

No dia 17 de Dezembro de 2013 foi publicado no blog Toiros&Açores um post intitulado “Sons do Campo Bravo”, disponível na ligação http://toiroseacores.blogspot.pt/2013/12/sons-do-campo-bravo.html. Uma foto de toiros adultos e sérios da Casa Agrícola José Albino Fernandes no curral. A boa projecção que a fotografia conseguiu na página do facebook e o gosto pela imagem em si em que o curral surge como um autêntico “circo de feras” acabadas de entrar na arena, fez com que rapidamente publicasse a versão monocromática que também é do meu agrado.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sons do Campo Bravo



 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
As imagens produzidas no campo bravo são de inigualável beleza. No entanto, o campo bravo tem muito mais para oferecer para além do que os nossos olhos enxergam. Nas ganadarias bravas, os nossos sentidos podem captar outras belezas para além daquela captada pela visão. Ouvir os pássaros, vento, chuva, associado aos cânticos das reses bravas enquanto pastam pode tornar-se verdadeiramente encantador. Se a isto juntarmos um dia de nevoeiro onde apenas se vêm sombras, quase poderia ser uma terapia de relaxamento.


 
A presença do Homem não passa indiferente a uma eventual música natural do campo bravo. Outros sons surgem numa atmosfera onde toiro e Homem misturam-se e são reis. São as tarefas das ganadarias bravas ou fainas/ faenas de campo, que, também elas encontros para a produção de sons únicos quer pelas vocalizações produzidas pelos pastores que fazem mover os animais, quer nos estalidos provocados pela correria de toiros e vacas de chocalho nos terrenos de pastagens e currais.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entre Codicia e Fiereza




Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Codícia é um termo que por vezes se ouve falar no em terminologias taurinas. Codicia indica a ganância que os animais têm de colher os vultos ou aquilo que os provoca. A mesma definição é apresentada pelo termo espanhol Fiereza amplamente conhecido no mundo da tauromaquia e em particular do comportamento do toiro bravo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Artes do Toureio




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Agarrado ao trapo vermelho o Homem expõe o seu corpo débil diante da rês brava poderosa e de armas afiadas. A inteligência do toureiro que arrisca a vida transporta a investida impetuosa em arte, mantendo as hastes finas a pequenos centímetros da muleta. Nos tentadeiros são 15 a 20 minutos de aflição controlada pela galhardia e inteligência dos toureiros que transformam a investida bruta em técnica e arte pura.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Pressão da Ferra



 

Texto e Fotografia: Pedro Correia

 

Em dia de ferra à usança tradicional nas ganadarias, dezenas de moços aguardam o bezerro bravo num curral. Aberta a porta dos curros que reservam as reses, o bezerro bravo sai em corrida forte. O grupo de rapazes tenta frenar as investidas do jovem toiro e após vários intentos sobre pressão conseguem conter o garraio.