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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O Comando do Tentadeiro



 

 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

 

Baseado em Martín (s/d)

Durante a execução de um tentadeiro numa ganadaria há sempre um responsável, pelo mesmo. Essa pessoa é o avaliador das qualidades dos animais em prova, e geralmente é o ganadeiro, ou alguém da sua confiança.

 

 

Depois de terminado o tércio de varas por ordem do responsável, são tomadas as notas dessa fase, e posteriormente é ordenada a execução da faena com muleta. No início da faena, o toureiro responsável pela lide, deverá provar a investida por ambas as hastes da rês, para que o ganadeiro veja as condições da investida pelo lado direito e a esquerdo. Depois de vista a rês, o ganadeiro ordena que o toureiro possa tourear a seu gosto, geralmente com intuito de treino.

 

 

As ordens do ganadeiro ganham importante relevância, já que, em algumas ocasiões, podem haver situações que comprometem o objectivo do tentadeiro. Quando os toureiros são figuras de topo, gostam de tourear a seu gosto, fazendo a faena que entendam ser a conveniente, sem ter em conta as funções de colaboração com cada ganadeiro em particular na selecção que pratica. Muitas vezes, o factor máxima figura do toureiro, limita o ganadeiro na posição de ordem do tentadeiro, podendo influir numa má avaliação das qualidades das reses em prova. Outro problema que pode surgir é quando os toureiros aguentam em demasia a investida da rês (templam demasiado), fazendo com que pareça haver melhor qualidade na rês que está em tenta.

 

 

Deverá haver um acordo para que os toureiros profissionais escutem e obedeçam aos ganadeiros, ou ao avaliador que dirige o tentadeiro, para que colaborem na função que representa a tenta das reses bravas.

 

 

Depois de concluída a faena, podem dirigir-se à praça de tentas, qualquer outra pessoa, sempre com permissão do ganadeiro. Segue-se a cura das feridas das reses provocadas no tércio de varas, e em algumas ganadarias cortam-se as pontas das hastes, ou até cerdas da cauda. As vacas aprovadas seguem para um lote com semental, enquanto as reprovadas são introduzidas em lotes de vacas para cruzamentos industriais (gado de carne), vendidas, ou abatidas em matadouro.

 

 

Bibliografia:

Martín, J. C. A. (s/d). Tentadero de hembra machos. Centro Toros de Lidia 4:1-9. Disponível em: http://www.cetnotorolidia.es/opencms_wf/opencms/system/modules/es.jcyl.ita.site.torodelidia/elements/galleries/galeria_downloads/Tentadero_Hembras_DEFI.pdf. Consulta efectuada a 29 de Março de 2013.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Firmeza



Legenda e fotografia: Pedro Correia

 

Com firmeza o toureiro segura a muleta para aguentar a investida brava da novilha durante a tenta.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Marca Para a Vida

 
 
 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Marcados a fogo com ferros quentes, o gado bravo sente a dor para receber a identidade da ganadaria a que pertence. Letras, símbolos, constituem essas marcas da vida do gado bravo, que conhecemos por ferro.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Miolos" que Matam Fome






Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O som dos grânulos de ração estala quando pegam nas sacas pesadas com guloseimas do gado. Os braços de ferro dos pastores, deixam cair o alimento nos comedouros, fazendo o gado sentir o odor de grãos ou tacos. Em corrida ou a passo mais rápido, as reses correm para saciar a sua fome.

 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Metamorfose

 
Texto e fotografia: Pedro Correia

Sobre a matéria bruta que é a investida brava da novilha, o toureiro saca classe passando o traste de tourear a velocidade lenta. O encadeamento dos passes de forma espontânea mas ao mesmo tempo racionada, gera o toureio ligado, que faz nascer uma metamorfose da matéria bruta até à arte.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sinais de Orelhas

 
 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Devido ao comportamento arisco do gado bravo, torna-se difícil a aproximação aos animais no campo. Para facilitar a identificação dos animais são efectuados vários sinais: Ferros, marcas auriculares, ou o conhecido sinal de orelhas, que é muito usual nas ganadarias bravas.
 
 
Com frequência, quem acede às fichas técnicas das ganadarias, em sites, e ou livros de associações de criadores, ou em outros locais onde se possa ter acesso a essa informação, observamos distintos sinais de orelhas indicando sempre a sinalização de ambos os lados.
 
 
Este importante sinal, que deve ser efectuado aos animais enquanto bezerros, deve ser realizado o quanto antes, já que por vezes é a primeira forma de identificação que as reses recebem, identificando-as como propriedade da ganadaria, prevenindo assim problemas com eventuais furtos. No entanto, alguns ganadeiros aproveitam o momento da ferra para sinalizar as orelhas, tal como é o caso desta imagem captada na ganadaria de Ezequiel Rodrigues.

sábado, 13 de julho de 2013

Encerrado




Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Entre os seus irmãos de camada, o toiro chega aos currais da ganadaria para receber tratamentos, ou ser enjaulado para uma tourada à corda. Assim foi, com o toiro número 298 da ganadaria Casa Agrícola José Albino Fernandes, e assim será amanhã antes de ir para a tourada organizada pelo hipermercado Continente.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dureza de Ferra

 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Agarrado o bezerro, amarram-se os membros, derriba-se ao chão. Puxam-se as cordas à força de braços até ao fim da ferra de cada animal. Rês após rês, as mazelas surgem, pele esfolada e rija dos caules formados do trabalho árduo que a agricultura exige. Golpes nas mãos surgem com facilidade, mostrando o sangue à flor da pele.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

De FS a HF

 
 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Foi em 1983 que Filipe Sousa, homem da freguesia das Cinco Ribeiras constituiu a sua ganadaria. Com 30 anos passados, do sonho à realidade muitas mudanças ocorreram, sendo uma delas o ferro.

 

 

Quem não se recorda do primeiro ferro do Sr. Filipe Humberto Sousa, constituído por um F.S. No entanto, é por Humberto Filipe que este famoso ganadeiro é conhecido, e, porque já havia uma ganadaria com o ferro F.S., a de Francisco Sousa, houve a necessidade de alterar o ferro do ganadeiro das Cinco Ribeiros para H.F.

 

 

No dia 25 de Abril de 2013, durante a ferra de Humberto Filipe, lembrei-me de escrever sobre este tema, sendo curioso, que, em Junho, de visita à ganadaria de Manuel Rocha, contava-me o ganadeiro Sr. Manuel João:

- Aquela vaca além é a número 20, que ainda tem o ferro do Sr. Humberto Filipe, mas o antigo F.S. Por isso, entendes que é uma vaca muito velha, tem para cima de 20 anos.

 

 

Assim foi, juntou-se o útil ao agradável, e escreveram-se umas linhas da história e curiosidades de uma ganadaria, e da beleza envolvente ao campo bravo, que permite vida longa aos animais, tal como é o caso da vaca 20 de HF com ferro FS, uma autêntica relíquia que agora pasta em MR.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Da Compreensão à Incompreensão da Sorte de Varas

 
 


Texto e fotografia: Pedro Correia

 

A colocação de uma rês brava para investir desde a sua área de conforto (querença natural ou adquirida) para um local onde sofre uma agressão (picador), faz com que a tenta com auxílio da técnica da sorte de varas, seja um teste lógico para a selecção da bravura do toiro de lide. Estas técnicas iniciadas há 300 anos a trás, por instituições religiosas, tais como os Frades Cartuxos de Jerez para a selecção da bravura dos bovinos, continua a ser a adoptada nos dias de hoje, nas ganadarias bravas de todo o mundo (Viard, 2011).

 

 

Usualmente, forcados, cavaleiros, ou recortadores, colocam o toiro no local oposto à sua querença, já que facilita a investida da rês, que, tende a procurar a zona onde se sente mais confortável para se defender. Nesse momento, os intervenientes citados anteriormente aproveitam, e actuam com maior facilidade e domínio sobre os toiros. Na aplicação da sorte de varas ocorre o inverso, quer seja em tentas, ou em corridas de toiros. Neste caso, interessa avaliar a facilidade com que a rês brava arranca do local que melhor se sente a defender (querença) para um estímulo onde ocorre uma agressão sobre ela (picador).

 

 

Dado ao comportamento gregário e memória que têm os indivíduos de raça brava, eles têm como querença natural a porta dos curros, já que é o local por onde saíram à arena, e onde factores como, o odor dos restantes bovinos é mais forte. Este é o fundamento de o picador estar colocado no local oposto à saída das reses à arena. No entanto, as querenças dos animais podem ser alteradas devido a outros factores, tais como, animais mansos tentados anteriormente em que deixaram o seu odor bem vincado em outro sítio da arena, que não o da porta dos curros, ou vivencias passadas (Oliveira, 2012).

 

 

É necessário entender, que, para uma avaliação de uma rês brava, quer seja ela, uma fêmea ou macho em tentadeiro, ou um toiro durante uma tourada em praça, é necessário tomar a percepção que esse animal está ciente de um teste exigente que tem pela frente. Sendo assim, o animal só consegue estar ciente após a primeira ou segunda vara que lhe é infringida, e quando está parado e atento, em frente do cavalo do picador. Estas regras, são muitas vezes evocadas por aqueles que contestam, e bem, quando a mandado de toureiros em corridas de toiros, os animais fazem apenas uma entrada ao cavalo do picador, ou a técnica da sorte de varas é executada em maus modos, como ocorre na maioria das vezes (Domecq, 1986 e Domecq, 2009).

 

 

A utilização regrada do tércio de varas, em corridas de toiros e nas tentas de gado bravo resulta imprescindível, tal como refere Fernández (2012), mesmo que as ganadarias levem os seus produtos apenas para festejos populares, onde não se picam os animais. Aponta o mesmo autor, que a eliminação da sorte de varas nas tentas das ganadarias, conduz a uma escolha errada sobre os reprodutores que pretendem gerar animais mais bravos, levando a uma consequente perca de qualidade das reses e aspecto comportamental que demarca o Toiro de Lide, das demais raças de bovinos.

 

 

Tendo em conta a lógica que reúne a tenta e a técnica da sorte de varas seguida nas linhas anteriores, parece que os primeiros ganadeiros, que acerca de 300 anos constituíram a raça brava a partir de bovinos que tinham a mesma origem das raças autóctones ibéricas, tal como referem Domecq (2009) e UCTL (2011), conseguiam compreender de forma mais lógica a essência da sorte de varas, em relação à realidade actual.

 

 

Bibliografia:

  • Domecq, A. (1986). El Toro Bravo. Teoria y prática de la bravura. Ed. LT Espassa-Calpe, Madrid, 3ªed.,471pp.

  • Domecq, J. P. (2009). Del Toreo a la Bravura. Alianza. Madrid. 23-140pp.

  • Fernández, J. (2012). Médico veterinário. Comunicação pessoal sobre a importância da sorte de varas na selecção do toiro bravo.

  • Oliveira, M. I. (2012). Representante da ganadaria portuguesa Herdeiros de Cunhal Patrício. Comunicação pessoal sobre o tentadeiro.

  • U.C.T.L. (2011). Unión de Criadores de Toros de Lidia – Temporada 2011.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Puxadas da Ferra

 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

 

No meio da humidade do centro da ilha, o lameiro abunda. Em dia de ferra do gado bravo, mesmo com a ausência das quedas na lama das ferras à usança tradicional, o uso do caixão de ferra também marca as mãos dos homens do mato. As puxadas nas correntes e alavancas do caixão sujas de lama, em conjunto com os poucos raios solares que entram no “Mato” durante a meia estação, secam a terra sobre a pele, formando crostas castanhas.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Força da União



Texto e fotografia: Pedro Correia

  

Entre a lama e a agressividade dos bezerros bravos, a união da força dos moços afoitos é fundamental para a realização de uma ferra à usança tradicional. Assim o demonstra esta imagem captada na ferra da ganadaria de Ezequiel Rodrigues.
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sábado, 8 de junho de 2013

Apartar o Gado Bravo

 
 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Para os forasteiros que visitam a ilha Terceira é espantosa a afluência de pessoas ao interior da ilha para ver fechar os toiros para a tourada à corda. Nesta faina de campo de apartar o gado bravo, o povo terceirense mostra a sua folia e carinho à festa brava de uma forma peculiar, tal como exemplifica a fotografia captada no dia 1 de Maio de 2013 na ganadaria de Ezequiel Rodrigues.

sábado, 1 de junho de 2013

Colocar a Puya

 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Momentos antes da tenta o picador aparelha todo o material que necessita. Junto ao topo da vara coloca a puya, peça que penetra na rês brava.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Por Baixo

 
Texto e fotografia: Pedro Correia
 
Nas tentas e nas corridas em praça com toureio a pé, o uso da muleta obriga as reses a uma grande exercitação física. Muitas vezes é difícil resistir a todas as exigências da faena. Quando as reses tem limitações em investir com a cabeça baixa, por questões morfológicas ou comportamentais, por vezes é necessário carregar por baixo, para obrigar a que estas invistam com a cabeça próxima do chão.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Trilhos dos Bravos


 
Texto e fotografia: Pedro Correia

 

As ganadarias bravas, como explorações agro-pecuárias em regime extensivo, necessitam de instalações próprias para o bom desenvolvimento do seu maneio. Contudo, a construção dessas instalações deve estar sujeita a um planeamento rigoroso, para que seja salvaguardada a segurança de pessoas e animais, assim como, o bom funcionamento de maneio.

 

No campo do bom funcionamento de maneio, é necessário ter em conta que, devem ser prestados cuidados, que para além de não promoverem danos nos animais, também não permitam o desenvolvimento do aparecimento de vícios, ou afecções do comportamento dos animais. É necessário entender, que por estas edificações resultarem em investimentos custosos, deve haver um projecto devidamente planeado que as rentabilize ao máximo.

 

Todos os cuidados executados, devem ser minuciosamente analisados, já que as reses bravas, isto é, os animais que lá vão ser manuseados, são dotados de elevada inteligência, podem reter memórias de más vivências devido à má construção do tentadeiro, influenciando assim pela negativa o comportamento da rês durante a sua lide. É necessário compreender, que a bravura é um caracter muito herdável, mas que todavia, sofre grandes modificações devido a pressões ambientais, às vezes incontroláveis pelo Homem. Nesse sentido o planeamento de construção do tentadeiro é um factor ambiental que pode ser controlado pelo Homem, e por isso merece especial atenção.

 

 

Baseado em:

Buxadé, C; Sánchez, J.M.S; Alonso, M, E, V. (1996). ZOOTECNIA – Bases de Producción Animal. Tomo XI – Producciones Equinas y de Ganado de Lidia. Mundi-Prensa XI: 295-308.

domingo, 19 de maio de 2013

Marcas Permanentes

 
 
Legenda e fotografia: Pedro Correia
 
Aquecido a altas temperaturas, o ferro marca os animais de uma ganadaria durante a sua vida.
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Templar - Aguentar a Investida

 

 

Texto e fotografía: Pedro Correia

 

Temple, ou templar é um termo muito utilizado na tauromaquia de origem espanhola, que não tem tradução na língua portuguesa. O termo templar, para além de identificar uma das regras fundamentais do toureio, identifica o conceito que se refere ao ajuste das capas (toureio a pé), ou do cavalo (toureio a cavalo), para um movimento mais gracioso e precioso (Ganaderos de Lidia, s.d).

 

 

A graciosidade dos movimentos está relacionada de forma restrita com a forma como o toureiro consegue suster, ou aguentar a investida da rês brava. Ou seja, quanto maior o tempo de uma investida de um animal perante os vultos dos toureiros, maior é o temple imprimido.

 

 

Templar é um factor muito importante no toureio conteporaneo, que é fundamental para o resultado artístico e plástico das faenas. No entanto, a capacidade de templar, os lances de capote, passes de muleta, brega de cavalos ou bandarilheiros, é muito variável de acordo com as qualidades dos toureiros, e com o grau de intensidade de mobilidade que o toiro apresenta, assim como as condições de lide das reses.

 

 

Bibliografia:

Ganaderos de Lidia (s.d). Vocabolario taurino. Disponível em: http://www.ganaderoslidia.com/webroot/la%20fiesta.htm. Consulta efectuada a 7 de Maio de 2013.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Terminologia da Tauromaquia





Texto e fotografia: Pedro Correia

 

A tauromaquia está recheada de terminologia específica, muitas vezes de difícil interpretação dados os significados dos termos, ou para os portugueses, pelo facto de muitas palavras serem de origem espanhola sem tradução. Tal como noutras áreas, na tauromaquia, para se colmatar as limitações impostas pelas línguas, têm de ser buscados os conceitos dos termos sem tradução, bem como tentar a sua compreensão.

sábado, 4 de maio de 2013

A Praça de Tentas

 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

A praça de tentas, ou tentadeiro, ambos os termos pretendem indicar o local onde se tentam, ou experimentam as reses bravas, para serem avaliadas as qualidades que os animais possuem. Estas instalações costumam localizar-se em zonas silenciosas e recatadas, já que a tenta é uma acção, que, por norma, exige silêncio (Buxadé et al., 1996). Embora as corridas de toiros sejam realizadas em locais ruidosos, Purroy (2003) refere a grande capacidade de distracção que as novilhas bravas possuem, para justificar o silencio necessário na maioria das tentas, justificando assim, a necessidade dos tentadeiros, ou praças de tentas serem localizados em sítios calmos e refugiados, como referido anteriormente pela citação de Buxadé et al., (1996). Mesmo assim, há ganadeiros que preferem fazer as tentas, com produção de ruídos na praça de tentas, para criar uma simulação do ambiente que ocorre nas praças de toiros (Purroy, 2003).

 

 

De um modo geral, antes de serem tentados, ou lidados em praça, os animais não devem passar na praça de tentas, já que a passagem pelo redondel pode promover o desenvolvimento de comportamentos inadequados aquando a realização da prova morfo funcional (tenta). Por isso, no projecto de construção de uma praça de tentas, bem como, dos currais anexos que servem de auxilio ao maneio do gado bravo, deve haver um estudo prévio para evitar a passagem dos animais pelo redondel durante o seu manuseio (Buxadé et al., 1996).

 

 

 

Bibliografia:

  • Buxadé, C; Sánchez, J.M.S; Alonso, M, E, V. (1996). ZOOTECNIA– Bases de Producción Animal. Tomo XI – Producciones Equinas y de Ganado de Lidia. Mundi-Prensa XI: 295-308.
  • Purroy , A. U. (2003). Comportamiento del toro de lidia EN EL CAMPO, EN EL RUEDO. Universidadd Publica de Navarra. 21-24.