Mostrando postagens com marcador Touradas à Corda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Touradas à Corda. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de abril de 2014

Música na Tourada à Corda





Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Para além da especificidade cultural que reúne a tourada à corda em si mesma, outras vertentes culturais complementam esta bonita tradição genuinamente terceirense. Músicos formados nas mais diversas bandas filarmónicas da ilha Terceira, reúnem-se em arraias de tourada para animarem as assistências.

domingo, 16 de março de 2014

A Tauromaquia e o Parque de Diversões dos Açores





Texto e fotografia: Pedro Correia


Os Açores são oito ilhas e um parque de diversões. É esta a frase que muitas vezes caracteriza a ilha Terceira como terra festeira do arquipélago português localizado a meio do Atlântico. As centenas de touradas à corda que decorrem durante seis meses do ano, e as vivencias que giram à volta desta manifestação, bem como as maiores festas da ilha (Sanjoaninas e Praia da Vitória) onde as corridas de toiros em praça são prato forte, fazem da tauromaquia o aspecto cultural que mais contribui para a dinâmica festeira da ilha Terceira, assim como para a diferenciação entre o povo terceirense dos das demais ilhas dos Açores.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vitorino - Um Capinha de São Jorge



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Na ilha de São Jorge a tourada à corda também é rainha, e ganadeiros e pastores também são aclamados. Como não podia deixar de ser ali também há capinhas com bons dotes como é o caso deste, conhecido na ilha do dragão por “Vitorino”.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Os Capinhas no Regulamento




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Na nota histórica do regulamento das touradas à corda dos Açores, surge a interessante definição de capinha:

 

“Improvisados toureiros que, no decorrer dos tempos, recorreram aos mais diversos instrumentos e movimentos para sua defesa e execução de sortes, desde o bordão enconteirado, passando pelo guarda-sol, a varinha, a samarra, o pano em forma de muleta, até ao cite a descoberto, rodopiando para vencer o piton.”

 

 

Bibliografia

Direcção Regional de Organização e Administração Pública (1999). Regulamento das Touradas à Corda na Região Autónoma dos Açores.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Povo como Bicho




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Povo como bicho é uma expressão bastante utilizada pelos terceirenses em dia de tourada. Entre Maio e Outubro, dia após dia os toiros movimentam multidões bem evidentes nos Açores devido às emblemáticas touradas à corda. Esta imagem tirada no Terreiro de São Mateus na ilha Terceira, demonstram bem grande quantidade de pessoas que participa nas touradas à corda.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ganadaria António Lúcio Ferreira




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

António Lúcio Ferreira conhecido lavrador do Posto Santo, iniciou a sua actividade de ganadeiro de bravo no ano de 2006. Em 2010 adquire gado procedente de Irmãos Toste (encaste Cabral Ascensão X encaste Murube) e Álvaro Amarante (gado da terra X encaste Pinto Barreiros X encaste Soler X encaste Domecq X encaste Contreras) (Lucas, 2006 e Ferreira, 2013). No entanto, esta jovem ganadaria que ostenta o ferro AF também já havia recebido a influencia de gado da ganadaria terceirense de Humberto Filipe (gado da terra) (ARCTTC, 2006 e Ferreira, 2013).

 

 

Ainda em 2010, a ganadaria e completa o registo de todos animais no registo zootécnico Bravo dos Açores e associa-se à Associação Regional de Criadores de Toiros para a Tourada à Corda (Ferreira, 2013).

 

 

Actualmente a ganadaria de António Lúcio Ferreira, que pasta na sua maioria na freguesia do Posto Santo, conta com um efectivo de 73 cabeças de gado, das quais 8 são toiros para correr (Ferreira, 2013). Nas touradas à corda, a jovem ganadaria também já deu nas vistas, nomeadamente pelo bom desempenho que o toiro número 134 tem prestado nas várias touradas onde participou.

 

 

Bibliografia:

·         Associação Criadores Regional Toiros para a Tourada à Corda, A.R.C.T.T.C. (2006). Ganadarias. In: http://www.toiroscorda.com/antigo/index.php?op=ganadarias. Consulta efectuada a 4 de Outubro de 2010.

·         Ferreira, A. L. (2013). Ganadaria António Lúcio Ferreira. Documento informativo da ganadaria AFL.

·         Lucas, V. (2006). Ganadarias Portuguesas 2006. Ed. Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, Porto Alto, 30-150 pp.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Alimón ao Guarda sol




Texto e fotografia: Pedro Correia

 

 
Alimón dá-se pela intervenção de dois toureiros sobre um toiro em simultâneo. Nas touradas à corda a técnica é frequentemente utilizada pelos capinhas. As mantas e os guarda-sóis são os vultos com que a parelha de homens faz enganar a investida brusca do toiro, em vez dos capotes habitualmente utilizados nas praças de toiros.
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pastores de Eliseu Gomes



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

O branco é a cor que simboliza as vestes dos pastores. Em dia de festa rija e brava, os homens que comandam a corda da ganadaria de Eliseu Gomes, não fogem à regra, no entanto o símbolo vermelho com as letras EG, identificam o ferro para onde exercem funções.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Parte do Património




 

Citação de Carina Mendonça

Fotografia: Pedro Correia

 

“A tourada à corda faz parte integrante do património da ilha Terceira, tradição secular e aglutinadora de multidões, mostra-se cada vez mais vincada no povo terceirense e até já vem sendo uma tradição muito apreciada pela população das outras ilhas.”

 

 

Citação de Carina Mendonça em tese de mestrado em Engenharia do Universidade dos Açores: “PERCEÇÃO DE RISCO DOS NTERVENIENTES NAS TOURADAS À CORDA NA ILHA TERCEIRA-AÇORES PORTUGAL”.

 

 

Bibliografia:

 

Mendonça, C. A. O. (2012). PERCEÇÃO DE RISCO DOS NTERVENIENTES NAS TOURADAS À CORDA NA ILHA TERCEIRA-AÇORES PORTUGAL. Tese de Mestrado em Engenharia do Ambiente. Universidade dos Açores.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Encontros Intemporais



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Sobre a imensurável História da humanidade, o ritual do Homem versus Toiro é intemporal. No meio do Atlântico, em várias ilhas dos Açores, outrora no macadame desenvolvido pelo engenheiro escocês John Loudon McAdam, hoje no conhecido asfalto que serve de pavimento a veículos a motor, o Homem encontra-se com a bravura do bovídeo, mas desta vez pelas personagens do Capinha e do Toiro de raça Brava, que dão continuidade ao imenso legado cultural da vida humana.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Aquele Olhar




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Nas touradas à corda, na praça, ou até mesmo num curral da ganadaria, o toiro revela o seu olhar agressivo. Uma mirada penetrante e ao mesmo tempo sufocante que fascina o ser humano. O olhar poderoso do toiro cria quase como uma barreira, que limita a aproximação da maioria das pessoas em seu redor.

domingo, 12 de janeiro de 2014

A Hora de Embolar



 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Chegadas as gaiolas ao arraial, os pastores descarregam-nas da carrinha. Os controladores da corda trocam as suas vestes e prontamente, deitam a mão à corda e à portinhola que fica no cimo da gaiola. Porta aberta, os pastores encontram a cabeça do toiro para poderem começar os arranjos necessários para a rês sair à rua.

 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Surge o Capinha




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Navegando pela blogosfera açoriana disponível na internet, no blog da Associação Regional de Turismo dos Açores (ART Açores) encontramos a interessante passagem sobre o capinha das touradas à corda:

 

“Surge, então, um afoito capinha, (nome que lhe é atribuído, pois antigamente o artista tauromáquico tinha esta designação por usar o capote – também conhecido por capa – e desta forma por, por analogia, passou-se a designar de “capinhas” aos indivíduos que nas touradas à corda brincam com os toiros) que vão lidando o toiro, o que não é tão fácil como parece, pois requer, para além de muita agilidade, uma certa habilidade e sobretudo muita prática, havendo muitas vezes, um entendimento táctico entre dois capinhas.

Da habilidade e intencionalidade de alguns capinhas, depende, muitas vezes, o êxito ou o fracasso de uma ganaderia.”

 

 

Citação de ART Açores 2012, em acores-quiosques-turismo-artazores.blogspot.pt/.
 

 

Bibliografia:

ART Açores (2012). Tourada à Corda da ilha Terceira. ART Açores. Disponível online em: http://acores-quiosques-turismo-artazores.blogspot.pt/2012/04/hoje-vou-falar-vos-de-uma-das-tradicoes.html. Consulta efectuada a 5 de Janeiro de 2014.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

“Olha a Pipoca!”





 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Nas touradas à corda os vendedores ambulantes caminham pelos arraiais na tentativa da venda dos seus produtos consumíveis. As pipocas são produtos de venda habituais, e na tentativa de venda deste aperitivo, os vendedores clamam pelas ruas com a expressão: “Olha a Pipoca!”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Foguetes ao Ar





Texto e fotografia: Pedro Correia

 
Nas touradas à corda o foguete rebenta no ar e dá sinal que o toiro entrou ou saiu da gaiola. De Maio a Outubro os foguetes tornam-se a música diária e habitual pela ilha Terceira e que fazem atrair aos diferentes arraiais da ilha Terceira milhares de pessoas para assistirem à bela tradição das touradas à corda.

 

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Diversões/ Jogos Tauromáquicos e as Touradas à Corda




 

Texto e fotografia: Pedro Correia

 

As manifestações tauromáquicas são apontadas como um meio de diversão da sociedade. Nas touradas à corda, tendo em conta a sua natureza de festejo tauromáquico popular, e a proximidade do toiro em relação às gentes, faz com que muitas das pessoas presentes nestes eventos possam procurar uma diversão directa com o animal.

 

 

Entendamos que neste contexto e no das restantes das restantes manifestações tauromáquicas, o conceito de diversão passa pela perspectiva de que as pessoas passam nestes eventos bons momento de descontracção dos dias de trabalho, conseguindo também um convívio social saudável.

 

 

Embora sejam os capinhas, ou a assistência que se encontra no arraial que rapidamente consegue um “jogo” Toiro versus Homem, nas touradas à corda também existe uma diversão em torno das paredes. Os pastores, homens que controlam os bravos animais, ao toque de conseguem colocar os toiros junto das paredes, por vezes com o auxílio de capinhas. Nesse gesto, os pastores promovem a festa e uma diversão mais directa com a assistência da tourada à corda que está sobre paredes e palanques. Homens, mulheres, crianças, sacam blusões, guarda-sóis, ou outro trapo qualquer, para em segundos sentirem na sua proximidade com esse animal tão acarinhado pelas gentes que é o toiro.

 

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Seriedade na Tourada à Corda




Texto e fotografia: Pedro Correia

 

Seriedade! Palavra bem característica da tauromaquia, quer pelos seus valores, quer essencialmente pela imposição que cria um animal tão sério como é o toiro bravo. Nas corridas de toiros em praça é um dos aspectos mais valorizados na apresentação de cada toiro, mas nas vertentes de tauromaquia popular, tal como no caso da tourada à corda, a seriedade do toiro bravo também ganha especial relevância, de modo a causar uma primeira impressão de respeito e poder perante a assistência.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Afición



Frase: André Monteiro

Fotografia: Pedro Correia

 

“A afición não se vê, não se explica, apenas se sente...”

 

Frase de André Monteiro

domingo, 1 de dezembro de 2013

Arrais de Outras Paragens



 
 Texto e Fotografia: Pedro Correia


As touradas à corda são tradição da ilha Terceira, contudo estas manifestações já são regulares em outras ilhas tais como em São Jorge e Graciosa. Nestas ilhas a tourada à corda também se vive com uma intensidade peculiar, e na ilha de São Jorge as gentes participam com afinco na tourada à corda, que por norma tem um arraial mais curto do que o habitual na ilha Terceira.

 

Exemplo perfeito de um arraial pequeno é o dos Lourais na ilha de São Jorge, que abrange apenas uma curva de uma estrada e onde apenas há dois edifícios junto à estrada da tourada, a igreja e a sociedade. A falta de casario no arraial dos Lourais é compensada com a beleza única que existe na ilha do dragão, pastagens em vales que fazem lembrar presépios.

 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Datas Imprevistas




Texto e Fotografia: Pedro Correia

 

Na primeira edição do livro Olh’ Esse Toiro! do mestre de fotografia João Costa, podem ser lidos escritos do grande e saudoso aficionado terceirense Ricardo Jorge. Conclui o livro a seguinte frase:

 

“Se comecei escrevendo que era impossível registar a data da primeira tourada à corda na Ilha Terceira, termino fazendo votos para que nunca se escreva quando será a última, porque ela está nas raízes da nossa gente e é a alma das nossas tradições.”

 

Citação de Ricardo Jorge no livro Olh’ Esse Toiro! de João Costa.

 

 

 

Bibliografia:

Costa, J. (2002). Olh’ Esse Toiro!. BLU Edições. 64pp.